Carta Aberta
Exmo. Sr. Primeiro
Ministro António Costa
Como pais de uma aluna
do 3º ano do Ensino Básico, vemo-nos na necessidade premente de o
sensibilizar para a situação caótica em que o anterior executivo
lhe lega o referido ensino.
O final das provas de 4º
ano foi um enorme passo positivo, contudo o cerne da questão deverá
ser a alteração das metas curriculares.
De facto, apesar de
pais, professores, psicólogos, educadores e diversas entidades
nacionais alertarem para o excessivo e desadequado conteúdo das
metas curriculares impostas (tendo inclusive sido entregue uma
petição na Assembleia da República com mais de 10.000
assinaturas), ainda nada foi revertido. Programas extensos,
complexos, necessariamente lecionados à pressa tornam-se impossíveis
de cumprir, sendo apenas sumariados. Na pratica resultam numa
“geringonça educativa”, uma panóplia desestruturada e
desarticulada de informação avulsa, para terror de miúdos e
graúdos. Os alunos ficam literalmente sem tempo para ser crianças,
sendo muitas medicadas, como se de psicóticos se tratassem.
A criatividade, a
atividade física e o espírito crítico anulam-se, perante a
avalanche de informação. E para quê tudo isto?
Como pais, temos a
sincera esperança que finalmente se reúna a vontade política de
criar uma escola melhor, com valores humanos, onde todos se sintam
valorizados e desenvolvam o seu espírito crítico, a sua felicidade
interior.
Referiria, como um
magnífico exemplo e uma referência de qualidade no panorama
nacional a Escola da Ponte (sita em Vila das Aves), com o seu projeto
educativo inovador, que substitui o paradigma da competição pelo da
cooperação, na persecução de uma sociedade mais digna, mais justa
e melhor.
Que no futura escolas
como esta se tornem a regra, não a exceção.
Com os melhores
cumprimentos
Pedro Batista
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